Amanhã

O amanhã é um edifício
erguido cinza com alguns tijolos soltos,
pilhas de papel dentro das salas
são vistas pelas suas janelas.
Eles lotam – não há ar.
Alguns deles voam ao redor,
planando até atingir o chão.
O céu, nublado e branco,
é também morto.
Não mostra uma ave sequer.
E visto de baixo por todos,
ele existe só.
Enquanto houver chão para suportá-lo,
ou enquanto houver gente para vê-lo.

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