Seja bem-vindo

Recebo-te de abertos e fortes
braços e abraços em pranto,
sem saber da felicidade
– sem poder nem imaginá-la! –
que sentiria ao te ver.
Uma pessoa de brilhos! Sim!
Vivi para receber nesta arena
uma pessoa de brilhos que negava,
refutava, vergastava com fogo ardente
o próprio brilhantismo inédito.

Recebo-te feliz!
Que seja você bem-vindo à vida
do outro lado da ponte da cultura!
Que seja você bem-vindo à vida da falta,
falta das restrições ridículas,
falta das convenções vazias,
falta de algo nosso que grita,
que pede, que nos faz buscar,
que nos faz doer, que nos faz rir,
chorar, pensar em morrer,
mas que nos enche de amor pela vida.

Bem-vindo, portanto!
À primeira vida que podes chamar de tua!
Ah, e para que vivemos se não para isso?
Que seja bem-vindo ao teu espaço,
à tua luta, as tuas vitórias e derrotas,
que seja bem vindo à dor!
A maldita, a maldita dor
da existência imposta
desde o nascimento não pedido.
Que seja bem vindo à loucura,
à insensatez aos olhos da sociedade,
aos ventos que expulsam da alma
a construção de um Deus de vela e papel!
Que seja bem-vindo, meu amigo!
Aqui, serás primeiro!
Serás de teu navio o timoneiro,
até que se caia
quando o mar acabar.

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