Sou menor do que um livro

Como odeio ser limitado à humanidade!
Pois tenho vontades pela arte que
simplesmente não podem ser satisfeitas ou
colocadas de lado por qualquer tempo.

Maldito descompasso, aliás!
Como posso humano ser e
Pedir o que humanos não podem ter?
Talvez justamente, afinal,
Por humano ser.

O ardente desejo de mergulhar nos livros
Nas células de papel e tinta
Para absorver de uma só vez
O conhecimento vasto que pode me dar

Ah, quadros do mundo!
Não sei se comemoro ou odeio
o fato de eu ter nascido quando nasci!
Quantos quadros ainda não vi?
Quantos quadros não foram criados?

Oh, sons de todas as culturas!
Sou um lixo! Um descartável ouvido
para suas multiplicidades!

A vontade que dá é de gritar a todos
uma ordem imponente e brilhante:
parem de criar neste instante!
Pois estou atrasado e preciso acompanhar…

É pressa, sim, é a pressa que me move!
Tão pouco tempo temos para viver e
ver o mundo como ele é por inteiro!
Some à imensidão do mundo que menciono
a profundidade das artes já produzidas:
os livros, os quadros, as músicas
Como são muitas e eu, tão pouco!
Tão pouco… pressa burra a minha, sim…
Mas mais forte que eu… mais forte que eu…

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