Mata de figuras de linguagem

Procuro uma metáfora.
Procuro ou caço?
Se elas andam por aí e pastam,
procuro ou caço?
Elas se camuflam!
Sim, entre palavras e sentidos.
E se camuflam-se,
procuro ou caço?
Se elas resistem a mim
e às minhas intenções,
procuro ou caço?

Quero apenas dizer sentimentos,
como homens querem comida,
como predador quer presa.
E para isso, digo, preciso de metáforas.
Por isso caminho atento
pela mata de figuras de linguagem.
Pleonasmos se erguem alto no céu,
metonímias cantam em seus troncos.
Zeugmas bebem água do rio
e onomatopeias rastejam no chão.
Vejo até ironias brigando ao longe,
mas não vejo as metáfora,
as malditas metáforas que preciso.

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