O mágico no anfiteatro de pedra

O mágico das pilastras de mármore
me fez um truque brilhante:
brilhos de cor e de luz
para tirar flores do vazio.

“A vida é uma palhaçada”,
me dizia com seu turbante.
E eu não sabia em quem acreditar:
no mágico, na flor, ou no nada.

Perguntei de ingênua voz,
já decerto sendo irritante:
“Por que não fostes palhaço,
já que brincas com a vida assim?”

O mágico chegou perto e,
entre as brancas pedras polidas,
com igual polidez me respondeu:
“Palhaços ganham menos”.
E sem cerimônia qualquer,
desapareceu.

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