Embriagado de ressentimento

faltou àquele poema
uma imagem posta em palavras
faltou a ele seu rosto

nascido incompleto, o maldito
quem será no reino das artes?
o poema que jamais foi?
bastará para alguém tua potência?

Que o acaso cuide de teus passos
dolorosamente tortos
pelas fumaças do desconhecido
Pois por onde andarás não sei
Mas que vá e vá confiante!
Mesmo sem rosto e semblante
Sem amigos e amante
Tomara que vá!
Caso contrário, me restaria apenas
chorar e esperar a vida passar

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