Dos dias que não vivi

Dos elevadores que nunca pegarei
tenho ódio, confesso, e alguma tristeza.
Da empolgação silenciosa da fama,
nascida das joias e roupas de marca,
dos fãs e das fagulhas de flashes,
tenho inveja e apenas imagino.
E é assim, imaginando mesmo,
que se faz a dor de vida qualquer.
Basta um segundo de 100 anos que
não vivi nem em superfície
para entender o que, de súbito,
faz o coração pulsar lágrimas:
o ideal seria viver cinco vidas.
O quão covarde é, portanto,
que tenhamos uma apenas?

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